10 de março, 2008 - 18h34 GMT (15h34 Brasília)
O governo de Israel e o movimento islâmico Hamas negaram nesta segunda-feira a existência de um acordo formal para diminuir a violência na Faixa de Gaza.
Nos últimos dias, o Egito manteve diálogos separados com o governo israelense e o Hamas, mas o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, negou que seu país esteja envolvido em qualquer negociação com o grupo palestino.
"Não há negociação, direta ou indireta, nem acordo entre Israel e o Hamas", disse Olmert. "Falei há poucos dias e de forma explícita que Israel não vai tolerar a continuidade dos disparos de foguetes Qassam e mísseis Grad contra moradores israelenses do sul de Israel."
"Se isso continuar, vamos disparar", acrescentou. "Se eles não continuarem, então não teremos razões para atirar."
O Hamas, por sua vez, afirmou que não vai disparar foguetes se os israelenses paralisarem as operações militares na Faixa de Gaza.
O governo de Israel afirmou que quer se concentrar em negociações com a Autoridade Palestina, e esse processo diplomático não incluiria o Hamas.
"Entendimento silencioso"
Nos últimos dias, os confrontos na região da Faixa de Gaza diminuíram, e a rádio do Exército israelense atribuiu o fato ao que chamou de "entendimento silencioso".
A diminuição nos confrontos ocorre depois de um período violento.
Mais de 120 palestinos foram mortos em uma ofensiva israelense na Faixa de Gaza, que durou cinco dias e foi encerrada há uma semana. Um terço das vítimas era formado por civis.
O governo israelense afirma que a operação na Faixa de Gaza tinha o objetivo de atingir militantes palestinos que estavam disparando foguetes e mísseis contra cidades israelenses próximas da fronteira.
No mesmo período, um civil israelense e quatro soldados de Israel foram mortos nos confrontos.