09 de março, 2008 - 20h50 GMT (17h50 Brasília)
As autoridades na China anunciaram neste domingo ter frustrado um plano extremista para realizar um ataque durante as Olimpíadas de Pequim, em agosto.
Duas pessoas foram mortas e 15 presas em uma operação em Xinjiang, no noroeste do país, em janeiro, de acordo com Wang Lequan, chefe do Partido Comunista na região.
A maioria da população da região é da etnia uighur, e muitos de seus integrantes se opuseram ao domínio de Pequim sobre Xinjiang. O governo chinês os acusa de manterem ligações com "redes internacionais de terrorismo".
As autoridades revelaram ainda que a tripulação de um avião impediu uma aparente tentativa de derrubar a aeronave que fazia um vôo doméstico na semana passada, no que consideraram uma outra tentativa de extremismo.
O avião decolou da capital de Xinjiang, Urumqi, e seguia para Pequim. Dois passageiros foram detidos para interrogatório.
De acordo com o correspondente da BBC em Pequim, Michael Bristow, é difícil obter uma confirmação independente do relato oficial.
A China, contudo, está preocupada com a possibilidade de ataques durante os jogos, especialmente por parte de grupos insatisfeitos com o regime de Pequim.
O país chegou inclusive a pedir ajuda e recomendações ao FBI, a polícia federal americana.
As autoridades se disseram dispostas a golpear qualquer coisa que considerem uma possível ameaça aos Jogos Olímpicos.