05 de março, 2008 - 11h59 GMT (08h59 Brasília)
Um suposto ativista de direita cometeu suicídio em frente ao Parlamento do Japão nesta quarta-feira.
O homem, que aparentava mais de 50 anos, chegou ao prédio do Parlamento japonês, em Tóquio, em um táxi pela manhã, no horário mais movimentado.
Ele saiu do táxi e disparou a arma contra a própria cabeça.
A polícia afirma que o homem levava cartas de protesto endereçadas ao primeiro-ministro japonês Yasuo Fukuda e para a imprensa.
Na carta dirigida ao primeiro-ministro, o homem pedia que Yasuo Fukuda assumisse uma postura mais firme em relação à política exterior japonesa e em relação ao templo Yasukuni.
Na outra carta, para a imprensa, o homem pedia que os jornalistas promovessem visitas ao templo.
Polêmica
O templo Yasukuni em Tóquio homenageia soldados que morreram a serviço do imperador, incluindo 14 pessoas condenadas como criminosos de guerra depois da Segunda Guerra Mundial.
Os países vizinhos ao Japão acreditam que o templo glorifica o militarismo do país.
O ex-primeiro-ministro Junichiro Koizumi costumava fazer visitas anuais ao templo, o que prejudicou as relações do Japão com a China e com a Coréia do Sul.
O atual primeiro-ministro afirmou que não pretende visitar o templo enquanto ocupar o cargo.
Segundo o correspondente da BBC em Tóquio Chris Hogg, os ativistas de direita são minoria no Japão. Mas esta minoria consegue destaque no país.
Em algumas ocasiões eles mataram a tiros ativistas de esquerda. No entanto, estes episódios com armas ainda são raros no Japão,
pois ainda é muito difícil conseguir uma arma no país.