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04 de março, 2008 - 16h57 GMT (13h57 Brasília)

Abbas pede trégua antes de retomar processo de paz

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, pediu nesta terça-feira que militantes palestinos e soldados israelenses adotem um cessar-fogo antes que sejam retomadas as negociações do processo de paz no Oriente Médio.

A afirmação foi feita depois de uma reunião com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, em Ramallah, na Cisjordânia.

O líder palestino suspendeu as negociações no fim de semana por causa da ação militar israelense no norte da Faixa de Gaza, que deixou mais de 100 mortos.

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Abbas pediu a Israel para "parar com a agressão para que o ambiente necessário para o sucesso das negociações de paz possa ser criado".

Segundo ele, a "escolha estratégica" de seu governo é pela paz e pelas negociações com Israel.

Entrave

Rice afirmou que ainda acredita que um acordo de paz possa ser alcançado ainda neste ano, conforme o objetivo estabelecido no ano passado na Conferência de Annapolis, nos Estados Unidos.

“O que estamos tentando conseguir não é fácil (…), mas eu ainda acredito que possa ser feito. Precisamos que todos estejam concentrados na paz”, disse. “Aguardamos a retomada das negociações o mais rápido possível.”

Rice afirmou ainda que a “ameaça real” para o processo de paz são o que ela qualificou de “extremistas” como o grupo Hamas - que controla a Faixa de Gaza desde junho do ano passado - e que, segundo ela, se opõem ao estabelecimento de um Estado palestino.

A viagem da secretária de Estado já tinha sido planejada há algumas semanas com o objetivo avançar nas negociações de paz, depois que palestinos e israelenses assumiram o compromisso de tentar chegar a um acordo em Annapolis.

Mas, em vez disso Condoleezza Rice se viu no papel de tentar resgatar as negociações, tentando convencer os dois lados a voltar a sentar à mesma mesa, afirma o correspondente da BBC em Washington Kim Ghattas.

A recente onda de violência em Gaza também mostrou as limitações da estratégia do governo de George W. Bush de conversar apenas com o presidente da Autoridade Palestina, ignorando o Hamas, disse a correspondente.

O Hamas não reconhece Israel e se opõe ao atual processo de paz.