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01 de março, 2008 - 05h17 GMT (02h17 Brasília)

Arcebispo é seqüestrado no Iraque

Homens armados seqüestraram nesta sexta-feira o arcebispo caldeu da cidade de Mosul, no norte do Iraque, Paulos Faraj Rahho.

O religioso foi atacado ao deixar a sua igreja, no bairro residencial de al-Nour, no leste da cidade, disse um porta-voz da igreja.

Faraj Rahho estava em seu carro com mais duas pessoas e o motorista quando o veículo foi cercado por homens armados. Os três acompanhantes do arcebispo foram mortos na ação.

Há informações de que os seqüestradores já teriam dito quais são as suas exigências para libertar o religioso. Essas exigências, porém, não foram divulgadas.

Segundo estimativas, a maioria dos cerca de 700 mil cristãos do Iraque são caldeus - católicos de rito oriental, que têm autonomia de Roma mas reconhecem a autoridade do papa.

Em Mosul, terceira maior do Iraque, a comunidade cristã é de cerca de 50 mil pessoas.

Vaticano

Em uma declaração divulgada pelo Vaticano, o papa Bento 16 condenou o seqüestro, classificado de "ato desprezível", e pediu que o arcebispo seja libertado.

O representantes caldeu no Vaticano, Philip Najin, disse à BBC que o seqüestro foi um golpe contra a fé cristã no Iraque.

Najin disse que o governo iraquiano não está cumprindo sua missão de proteger o povo do país.

Vários religiosos cristãos foram seqüestrados ou mortos no Iraque nos últimos cinco anos. Diversas igrejas cristãs também foram atacadas nesse período.

Segundo o correspondente da BBC em Bagdá Hugh Sykes, milhares de cristãos deixaram o Iraque desde a invasão liderada pelos Estados Unidos, em 2003.

Em 2005, o arcebispo da Igreja Católica Síria em Mosul, Basile Georges Casmoussa, foi seqüestrado. O religioso foi libertado um dia depois, sem pagamento de resgate.