29 de fevereiro, 2008 - 16h29 GMT (13h29 Brasília)
O Ministério da Defesa britânico afirmou em um comunicado divulgado nesta sexta-feira que o príncipe Harry - o terceiro na linha de sucessão do trono britânico - será retirado do Afeganistão.
A decisão foi anunciada depois que a imprensa americana violou um embargo sobre a publicação de notícias relacionadas ao envio do príncipe ao país e noticiou, na quinta-feira, que Harry estava na frente de batalha na província afegã de Helmand há dois meses e meio.
Com a divulgação extensiva sobre a presença do príncipe em solo afegão, o ministério decidiu retirar Harry do país por questões de segurança – há temores de que ele possa se tornar um alvo para o Talebã.
No comunicado, o ministério afirma que a publicação da notícia sobre o envio do príncipe foi "lamentável", mas diz que os planos de contingência já estavam em operação.
O ministério disse ainda que Harry retornaria de qualquer forma em poucas semanas, juntamente com seu regimento, mas que a situação "claramente havia mudado".
O comunicado informou que a decisão sobre a retirada imediata de Harry do Afeganistão foi tomada pelo chefe das Forças Armadas britânicas, o marechal Jock Stirrup, que também consultou o chefe do Estado Maior das Forças Armadas, o general Richard Dannatt.
"A decisão foi tomada primeiramente com base no fato de que a cobertura da imprensa global sobre a presença de Harry no Afeganistão poderia causar um impacto na segurança dos soldados que estão em serviço, além dos riscos particulares que Harry correria como soldado", afirmou o comunicado.
O primeiro-ministro Gordon Brown prestou sua homenagem ao príncipe e disse que a Grã-Bretanha tem uma "dívida de gratidão" pelo serviço prestado por Harry no Afeganistão, mas concordou que é correta a decisão de enviar o príncipe de volta ao Reino Unido.