22 de fevereiro, 2008 - 18h08 GMT (15h08 Brasília)
O clérigo xiita iraquiano Moqtada al-Sadr ordenou nesta sexta-feira que a milícia Exército Mehdi mantenha suas atividades militares suspensas por mais seis meses.
A decisão anunciada pelo clérigo nesta sexta-feira prorroga até agosto a trégua iniciada em 2007.
O Exército Mehdi foi considerado responsável por ataques contra soldados americanos e iraquianos, além de assassinatos de sunitas por vingança e motivos sectários.
Com a aproximação do fim do prazo de trégua imposto por Al-Sadr, previsto inicialmente para o próximo sábado, a especulação e a tensão aumentavam no Iraque.
O clérigo xiita manteve o suspense até o fim. Envelopes fechados foram distribuídos para outros clérigos com instruções de que o conteúdo poderia ser lido apenas durante as orações desta sexta-feira.
Segurança
O objetivo da trégua, segundo Al-Sadr, é dar ao movimento uma oportunidade de retomar o que descreveu como sua "posição ideológica".
Porta-vozes do movimento de Al-Sadr afirmaram que os membros do movimento que não obedecerem à ordem serão expulsos.
A trégua, convocada por Al-Sadr em agosto de 2007, foi considerada um dos fatores que contribuíram muito para a melhora na situação de segurança no Iraque.
Autoridades militares americanas reconheceram publicamente que o cessar-fogo tem ajudado a estabilizar a situação em determinadas regiões do Iraque.
Desde o anúncio da trégua, forças americanas e iraquianas têm mantido os combates contra o que afirmam ser elementos dissidentes da milícia que não obedeceram ao cessar-fogo.
Outro fator decisivo na redução da violência no país foi o aumento do número de soldados americanos dentro e nos arredores de Bagdá.
O aumento nas áreas ocidentais do país da importância de uma milícia sunita, que conta com o apoio dos Estados Unidos e também combate a Al-Qaeda no Iraque, também contribuiu para aumentar a sensação de segurança na região.