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21 de fevereiro, 2008 - 11h52 GMT (08h52 Brasília)

Nas Américas, brasileiros são os 'mais pessimistas' sobre Cuba

Os brasileiros são os mais pessimistas em uma pesquisa feita no continente americano sobre o futuro de Cuba na era pós-Fidel Castro.

O estudo, divulgado nesta semana pelo instituto americano PewResearch Institute, que ouviu pessoas em nove países do continente americano há pouco menos de um ano, mostrou que 24% dos brasileiros acreditavam que as condições da ilha se deteriorariam caso o ex-líder cubano morresse, a maior porcentagem entre os países pesquisados.

Na época em que o estudo foi realizado, Fidel já havia repassado o poder para seu irmão Raul, depois de ter sido submetido a uma cirurgia, em julho de 2006.

Os americanos se demonstraram os mais otimistas, com apenas 9% dos entrevistados opinando que a situação de Cuba se agravaria com a morte de Fidel.

Legado

Os números ainda mostram que os brasileiros, além de mais pessimistas sobre o futuro de Cuba, também fazem uma boa avaliação sobre o legado de Fidel, que governou a ilha por 49 anos, antes de anunciar a renúncia na ultima terça-feira.

Segundo o estudo, 39% dos brasileiros (terceiro maior índice) acreditam que Castro foi bom para o país e 33% acreditam que ele foi ruim.

Para certa surpresa dos pesquisadores, a maioria dos venezuelanos (55%), cujo presidente Hugo Chávez sempre foi um aliado do ex-líder cubano, acredita que Fidel foi ruim para Cuba. Apenas 26% disseram que ele foi bom para seu país.

“Enquanto Chávez contava com apoio de mais da metade dos venezuelanos na época da entrevista, os que o apoiavam apresentavam uma visão mista sobre Fidel”, diz o estudo.

“Apenas 43% dos partidários de Chávez disseram que Castro foi bom para Cuba, enquanto que 30% disseram o contrário.”

Os americanos foram os que manisfestaram opiniões mais contrastantes sobre o legado de Castro, avalia a pesquisa.

Para 66% dos entrevistados nos EUA, o maior índice registrado, Fidel foi ruim para Cuba, e apenas 15% acreditam que ele foi bom para a ilha.

A segunda pior avaliação veio dos mexicanos: 61% dos entrevistados acreditam que o governo Castro foi ruim.

Os canadenses foram os que manifestaram a visão mais positiva sobre o legado de Fidel: 44% disseram que ele foi bom e 15% acreditam que ele tenha sido ruim.

O segundo maior índice de aprovação do ex-líder cubano veio dos bolivianos (42%).

O PewResearch Institute realizou a pesquisa no Canadá, Estados Unidos, Bolívia, Argentina, Brasil, Peru, Venezuela, Chile e México.