06 de fevereiro, 2008 - 11h49 GMT (09h49 Brasília)
As bolsas da Europa reverteram a tendência de queda verificada na abertura dos pregões nesta quarta-feira e operavam em alta no final da manhã, no retorno da turbulência aos mercados após novos temores com os rumos da economia americana.
Às 11h30 de Londres (9h30 em Brasília), o índice FTSE, da Bolsa de Londres, estava em alta de 0,2%, enquanto tanto o Dax da bolsa de Frankfurt e o Cac de Paris operavam em alta de 0,7%.
Já na Ásia, as principais bolsas fecharam em baixa, com o índice Nikkei caindo em 4,7%. O índice Seng, de Hong Kong registrou baixa de 5,4% e na Índia, o BSE recuou 3,2%.
As baixas refletem as quedas verificadas nos Estados Unidos depois do anúncio sobre a retração no setor de serviços, que teve o pior desempenho em quase cinco anos.
O ISM (Instituto de Gestão de Oferta, na sigla em inglês) divulgou na terça-feira a primeira retração mensal do setor desde março de 2003, com a leitura do índice em 44,6 pontos em janeiro, em comparação com 54,4 registrados em dezembro.
Tecnicamente, uma leitura abaixo dos 50 pontos significa uma retração no setor.
A reação foi sentida no mercado, o Dow Jones, principal indicador americano, fechou a terça-feira em queda de 3%, enquanto os índices Nasdaq e S&P também cairam cerca de 3%.
Recessão
"É um pessimismo desenfreado", disse Francis Lun, diretor geral da Fulbright Securities, em Hong Kong.
"Todo mundo está concentrado na recessão dos EUA, mas a Europa também não está nada bem. Nós estamos em um período prolongado de baixa agora".
Segundo ele, a recessão poderá ir além dos Estados Unidos.
"Existe uma possibilidade real de que os Estados Unidos e a Europa entrem em recessão ao mesmo tempo", afirmou.
"É uma bagunça financeira nos dois continentes, com a crise do sub-prime e a queda no SocGen (Société Générale)", concluiu
o gerente.