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04 de fevereiro, 2008 - 21h42 GMT (19h42 Brasília)

Daniela Fernandes
De Paris para a BBC Brasil

Recém-casado, Sarkozy sofre queda de popularidade

A popularidade do presidente francês, Nicolas Sarkozy, que já vinha caindo nas pesquisas de opinião nos últimos dias, registra agora, após seu casamento com a ex-top model e cantora Carla Bruni, sua maior queda, de 13 pontos, em uma única sondagem.

De acordo com a pesquisa do instituto LH2 para o jornal Libération, divulgada nesta segunda-feira, apenas 41% dos franceses têm uma opinião positiva em relação a Sarkozy.

No inicio do mês de janeiro, 54% dos franceses apoiavam Sarkozy, segundo uma sondagem do mesmo instituto LH2.

Em julho de 2007, dois meses após ter assumido o cargo, o índice de popularidade de Sarkozy era de 67%.

Em janeiro, o índice de confiança no presidente já havia ficado abaixo do registrado pelo primeiro-ministro, François Fillon, em outras sondagens, fato atípico na política francesa.

A mais recente pesquisa de opinião foi realizada em dois dias distintos, na véspera e no dia do anúncio oficial de seu casamento com a cantora, no último sábado.

Economia e estilo

A queda brutal da popularidade de Sarkozy ocorre em razão de dois fatores, segundo o instituto LH2: críticas em relação à política econômica e também ao estilo pessoal do presidente.

De acordo com a sondagem, 84% dizem estar insatisfeitos com as medidas para melhorar o poder aquisitivo da população, uma das grandes promessas de campanha de Sarkozy, e 75% criticam o desempenho econômico do país e as baixas perspectivas de crescimento da economia.

A segunda razão para a queda brutal de Sarkozy nas sondagens pode ser atribuída ao estilo pessoal do presidente: 76% dos franceses não aprovam a exposição de sua vida privada na mídia, de acordo com a pesquisa do instituto LH2.

A sondagem revela também que a popularidade do presidente caiu em diferentes categorias sociais e políticas, principalmente no caso das pessoas com idade entre 50 e 64 anos, faixa etária em que o apoio ao presidente registrou queda de 16 pontos percentuais.

Até mesmo entre os partidários de Sarkozy, começaram a surgir críticas em relação ao comportamento do presidente.

O presidente do Conselho Constitucional, Jean-Louis Debré, disse no fim de semana, após o casamento, que é preciso "prestar atenção para não dessacralizar as funções oficiais", que exigem uma certa "compostura".