http://www.bbcbrasil.com

30 de janeiro, 2008 - 06h01 GMT (04h01 Brasília)

Câmara aprova pacote econômico proposto por Bush

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira o pacote de estímulo econômico no valor de US$ 146 bilhões (cerca de R$ 260 bilhões) proposto pelo presidente George W. Bush para evitar que a economia americana entre em recessão.

A Casa Branca e o Congresso haviam chegado a um acordo para lançar o pacote na última quinta-feira.

As medidas previstas incluem redução e restituição de impostos para famílias e incentivos a empresas. Calcula-se que 117 milhões de famílias americanas serão beneficiadas por restituições de imposto de até US$ 600 por indivíduo, para quem ganha até US$ 75 mil por ano, ou US$ 1,2 mil por casal, com ajuda extra de US$ 300 por cada filho.

Do montante total previsto, cerca de US$ 100 bilhões serão destinados a restituições de impostos para famílias e aproximadamente US$ 50 bilhões em cortes de impostos para empresas.

Senado

Segundo correspondentes da BBC em Washington, apesar de ter passado sem problemas na Câmara, o pacote emergencial poderá enfrentar dificuldades na votação no Senado, onde tanto parlamentares democratas quanto republicanos propõem um plano com mais recursos, que favoreceria idosos e desempregados.

O presidente Bush já pediu ao Senado que não atrase a aprovação das medidas, consideradas cruciais para a economia americana, que enfrenta um período de crise.

O anúncio do acordo para lançar o pacote, na semana passada, foi feito apenas dois dias depois de o Federal Reserve (o Banco Central americano) ter reduzido a taxa de juros de 4,25% para 3,5%. O corte de 0,75 ponto percentual foi o maior em 25 anos e buscou acalmar os mercados, depois de fortes quedas sofridas nas bolsas de todo o mundo.

Nesta quarta-feira, depois de uma reunião de dois dias, o Fed poderá anunciar um novo corte. A expectativa é de que o Fed diminua a taxa de 3,5% para 3,25% ou até 3%, em uma tentativa de aliviar o medo da recessão.

Economistas afirmam que o pacote de estímulo econômico deve ser implementado o mais rápido possível, antes que seja "tarde demais".