27 de janeiro, 2008 - 21h04 GMT (19h04 Brasília)
Pelo menos sete pessoas morreram, neste domingo, depois que tropas libanesas enfrentaram manifestantes que protestavam contra a falta de luz nas áreas predominantemente xiitas do sul de Beirute.
A maior parte das vítimas é de ativistas dos partidos de oposição xiitas Amal e Hezbollah.
A violência começou quando o Exército tentou impedir que uma estrada fosse bloqueada com pneus em chamas.
Partidários do governo, apoiado pelo Ocidente, acusam a oposição de explorar questões econômicas e sociais com fins políticos.
Mas tanto o Hezbollah como o Amal negam que este seja o caso e já pediram que seus ativistas deixem as ruas.
Na sexta-feira, a explosão de um carro-bomba na capital matou um proeminente membro do setor de inteligência da polícia e outras três pessoas.
Instabilidade
O Líbano vive um momento de forte instabilidade política, já que está sem presidente desde o dia 23 de novembro - quando Emile Lahoud, pró-Síria, deixou o cargo depois de nove anos no poder.
A oposição liderada pelo Hezbollah, a favor da influência síria sobre o país, e o governo do primeiro-ministro Fouad Siniora, que tem o apoio dos Estados Unidos, continuam tentando vencer um impasse para a escolha do presidente.
Partidários do governo libanês acreditam que este último ataque, como a morte do chefe de operações do Exército em dezembro de 2007, seria uma mensagem da Síria e de seus aliados locais para as instituições de segurança libanesas.
Mas o governo sírio nega qualquer envolvimento e condena ataques como este.
Os ministros do Exterior da Liga Árabe se reúnem pela segunda vez este mês, no Cairo, para tentar acabar com o impasse político no Líbano.