26 de janeiro, 2008 - 12h55 GMT (10h55 Brasília)
Rogerio Wassermann
Enviado especial da BBC Brasil a Davos
A atual ameaça de crise econômica nos Estados Unidos pede uma "resposta séria", segundo afirmou neste sábado o diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, durante debate no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
Em entrevista após o debate, ele advertiu que a resposta à crise não depende apenas da ação individual de Bancos Centrais e de suas políticas monetárias, mas de uma coordenação multilateral de políticas econômicas sob a supervisão de organizações internacionais como o próprio FMI.
Segundo Strauss-Kahn, os Estados Unidos enfrentam uma "séria" desaceleração e que, por isso, a resposta a essa situação deve também deve ser "séria".
Contrariando a tradicional receita do FMI pelo controle de gastos públicos e rigor fiscal, o presidente da instituição afirmou que, para alguns grandes países, a resposta à atual crise pode ser um afrouxamento das políticas fiscais e a facilitação do crédito com a redução das taxas de juros.
Segundo ele, a desaceleração econômica pode ajudar a reduzir pressões inflacionárias e com isso abrir espaços para a redução das taxas de juros sem comprometer o combate à inflação.
Ele não quis dizer, porém, quais seriam os países que poderiam adotar esse afrouxamento da política fiscal ou reduzir suas taxas de juros.
Parte da atual crise é vista como conseqüência do crescente déficit público nos Estados Unidos e a conseqüente perda do valor do dólar em relação às outras moedas.