25 de janeiro, 2008 - 19h51 GMT (17h51 Brasília)
A polícia da França foi nesta sexta-feira ao apartamento do operador responsabilizado pela fraude de US$ 7 bilhões no banco Société Générale, o segundo maior do país.
Segundo o correspondente da BBC na capital francesa Alasdair Sandford, quatro policiais à paisana foram até o prédio onde Jerome Kerviel vivia, que se acredita que estivesse vazio.
Aparentemente, eles foram fazer buscas no apartamento, no subúrbio parisiense de Neuilly-sur-Seine.
Sandford disse que, apesar da foto de Kerviel estar em todos os jornais e telejornais, o operador continha com paradeiro desconhecido - quase 36 horas depois que o escândalo no banco francês veio a público.
O Société Générale já entrou com uma ação legal contra o operador.
Confiança na economia
A advogada do acusado, Elizabeth Meyer, não foi encontrada pela BBC em seu escritório na tarde desta sexta-feira.
Ela havia dito antes que Kerviel não está foragido e está disposto a cooperar com as autoridades.
Vizinhos e conhecidos de Kerviel em Paris e em sua cidade natal, na Bretanha (região no oeste da França) o descreveram como uma pessoa educada e de aparência confiável, e ainda não está claro por que ele decidiu fazer o que fez.
De acordo com o correspondente da BBC, membros do sindicato dos bancários disseram que o operador tinha problemas familiares.
Também nesta sexta-feira, líderes mundiais manifestaram espanto com o tamanho da fraude, dizendo que ela pode prejudicar a confiança na economia.
Um conselheiro da presidência francesa disse que o operador estava lidando com mais de US$ 70 bilhões – mais do que o valor de mercado do Société Générale.
O banco está presente no Brasil com o banco de investimentos e financiamentos Société Générale Brasil e a corretora Fimat.
Em dezembro passado, o grupo francês concluiu a aquisição do Banco Cacique, com sede em São Paulo, especializado em créditos
para o consumo.