25 de janeiro, 2008 - 11h45 GMT (09h45 Brasília)
Milhares de palestinos tentam, mesmo à força, nesta sexta-feira, manter aberta a fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito.
Forças de segurança egípcias já fecharam a maior parte da barreira fronteiriça, que teve vários quilômetros demolidos na quarta-feira por militantes palestinos.
O Egito disse que pretende impedir completamente a entrada e palestinos em seu território ainda nesta sexta-feira.
Forças de segurança usaram canhões de água e deram disparos de advertência para o alto contra os palestinos. Pequenos conflitos aconteceram em diversos pontos.
O Hamas, partido que controla a Faixa de Gaza, disse que apoia a decisão egípcia de fechar a fronteira.
A ONU calcula que metade dos cerca de 1,5 milhão de palestinos residentes da Faixa de Gaza cruzou a fronteira desde que militantes demoliram parcialmente o muro na manhã de quarta-feira.
Um correspondente da BBC em Rafah diz que o fluxo foi tão grande que, nos últimos três dias, a cidade, que é dividida pela fronteira, parecia ter sido anexada pelos palestinos. O centro de Rafah, segundo o correspondente, se transformou em um mercado a céu aberto.
Armas
A grande maioria foi ao Egito comprar comida e produtos que ficaram escassos na Faixa de Gaza desde que Israel resolveu bloquear sua fronteira com o território, para pressionar militantes palestinos a cessarem o lançamento de foguetes contra cidades israelenses.
Israel pediu para que o Egito controle a fronteira, dizendo temer que militantes poderiam aproveitar a situação para contrabandear armas para Gaza.
Na noite de quinta-feira, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse entender que o Egito passava por uma situação "difícil", mas afirmou se tratar de "uma fronteira internacional, que precisa ser protegida" e que "os egípcios compreendem a importância disso".
Logo depois o ministro das Relações Exteriores do Egito, Hossam Zaki, prometeu que a situação na fronteira "será normalizada".
"A situação atual é apenas uma exceção temporária", disse ele.