21 de janeiro, 2008 - 10h05 GMT (08h05 Brasília)
Marina Wentzel
De Hong Kong para a BBC Brasil
Os mercados da Ásia voltaram a cair nesta segunda-feira, mais uma vez impulsionados pelo pessimismo dos investidores internacionais que temem que a economia norte-americana entre em recessão neste ano.
Na Europa, as bolsas também operavam em baixa na manhã desta segunda-feira.
Apesar do anúncio na sexta-feira de um pacote de estímulos à economia americana, que inclui corte de impostos e criação de incentivos fiscais no valor de US$ 145 bilhões de dólares, Wall Street fechou em baixa, com o índice Dow perdendo 4% no acumulado da semana, e a Ásia ecoou a ressaca desse pessimismo vindo dos Estados Unidos.
O índice Nikkei de Tóquio fechou com queda de 3,8%, no nível mais baixo desde outubro de 2005.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng encerrou o pregão com perdas de 5,49%. As H-shares, ações de empresas chinesas, caíram 7,07%.
Às três da tarde horário local (5h em Brasília) o índice SSE Composite de Xangai operava em queda de 5,24%.
Outros mercados, como Coréia do Sul, Austrália, Cingapura, Taiwan e Filipinas também apresentaram nítida queda.
Em Londres, o índice FTSE operava em baixa de 1,72% por volta das 8h de Brasília. O índice DAX da Bolsa de Frankfurt caía 2,7%, e o CAC, da Bolsa de Paris, operava em baixa de 2,33%.
Grande parte das empresas manufatureiras da Ásia exportam para os Estados Unidos, e uma redução no consumo dos americanos significa desempenho fraco para as companhias da região.
Bancos
Além disso, está sendo questionada a noção de que os bancos asiáticos teriam sofrido menos que os europeus e americanos com a crise de crédito no mercado imobiliário dos Estados Unidos, desencadeada ano passado.
Em reportagem de capa, o jornal South China Morning Post de Hong Kong desta segunda-feira revela que o banco Bank of China deverá anunciar em abril, quando divulgar os resultados finais do ano passado, perdas de US$ 7,95 bilhões relacionada à crise das hipotecas.
O Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) e o Banco da Construção da China (CCB) também sofreram com o mesmo problema, informa o jornal. No ano passado o ICBC anunciou perdas de US$ 1,23 bilhão e o CCB de US$ 1,06 bilhão com as hipotecas sub-prime nos EUA.