17 de janeiro, 2008 - 02h47 GMT (00h47 Brasília)
Jonny Dymond
De Bagdá para a BBC
O diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Oriente Médio e a Ásia Central, Mohsin Khan, disse que espera que o Produto Interno Bruto (PIB) do Iraque cresça 7% este ano e um índice semelhante em 2009.
A receita obtida com venda de petróleo deve aumentar, com uma exportação extra de "pelo menos" 200 mil barris por dia, elevando a venda diária para 2,2 milhões de barris, na avaliação de Khan.
O representante do FMI afirmou, contudo, que o país vai continuar precisando de ajuda, particularmente na área de segurança, e que a expansão da produção de petróleo depende de um avanço nesse setor.
Diálogo
As perspectivas políticas do Iraque também foram elogiadas por um outro organismo internacional: a Organização das Nações Unidas (ONU).
O emissário das Nações Unidas para o Iraque, Staffan Demistura, afirmou que se sente encorajado pelo diálogo político entre muçulmanos sunitas e xiitas em andamento no país e que deseja "cumprimentar" o governo por isso.
Demistura qualificou 2008 como um ano crucial para o Iraque. A mudança no clima político se deve em grande parte à aprovação de uma lei no sábado que permite que alguns membros do Partido Baath, de Saddam Hussain, reintegrem as Forças Armadas e a burocracia estatal.
Eles foram excluídos do serviço público em um dos primeiros atos da Administração Provisória da Coalizão gerenciada pelos Estados Unidos.
A lei que reverte a proibição, aliada à redução acentuada da violência em boa parte do Iraque, trouxeram otimismo.
Mas diplomatas e autoridades alertam que muito ainda depende de um avanço político rápido num período de seis a doze meses.
Apesar da avaliação positiva dos organismos internacionais, o Iraque viu mais violência nesta quarta-feira, quando uma mulher realizou um atentado suicida na Província de Diyala Province, matando pelo menos oito pessoas.
Três soldados americanos foram mortos a tiros na Província de Salahaddin.