15 de janeiro, 2008 - 20h39 GMT (18h39 Brasília)
Representantes dos Estados Unidos disseram que pelo menos quatro pessoas morreram e 16 ficaram feridas nesta terça-feira após a explosão de uma bomba na capital do Líbano, Beirute.
A bomba atingiu um veículo da embaixada americana, mas nenhum cidadão dos Estados Unidos está entre as vítimas. Apenas o motorista, um libanês, ficou ferido.
As vítimas fatais eram pedestres que passavam perto do local da explosão.
Nenhum grupo assumiu ainda a autoria da explosão, que ocorreu no bairro de Doura, de maioria cristã.
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que os Estados Unidos ficaram “ultrajados” com o ocorrido.
“Os Estados Unidos, obviamente, não serão forçados a desistir de seus esforços para ajudar o povo libanês, para ajudar as forças democráticas no Líbano”, disse ela, durante uma visita à Arábia Saudita.
Tensão
A explosão ocorreu em um momento de tensão política no Líbano, que está sem presidente desde o dia 23 de novembro - quando o governante pró-Síria Emile Lahoud deixou o cargo, depois de nove anos no poder.
A oposição liderada pelo Hezbollah, a favor da influência síria sobre o país, e o governo do primeiro-ministro Fouad Siniora, que tem o apoio dos Estados Unidos, continuam tentando vencer um impasse para a escolha do presidente.
Segundo analistas, Siniora e seus aliados tendem a atribuir à Síria ou a seus agentes no Líbano o ataque desta terça-feira – mas membros da rede extremista Al-Qaeda e grupos fundamentalistas sunitas já ameaçaram abertamente atacar alvos americanos no país.
Para Roger Hardy, analista da BBC para o Oriente Médio, quem quer que tenha sido o responsável pela explosão conseguiu elevar a tensão no país a poucos dias de uma nova tentativa do Parlamento de escolher um novo presidente.
Nos últimos meses, o Líbano registrou uma série de atentados que mataram políticos contrários à influência síria.
Em setembro, o parlamentar anti-Síria Antoine Ghanem foi morto na explosão de um carro-bomba em Beirute.
Em dezembro, foi a vez de um general do exército libanês, François Al-Hajj, morto após a explosão de uma bomba na capital
do país.