15 de janeiro, 2008 - 10h10 GMT (08h10 Brasília)
Jon Leyne
De Teerã para a BBC
A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional pediu ao Irã a abolição da pena de morte por apedrejamento.
Em um relatório divulgado nesta terça-feira, a organização descreve o apedrejamento como uma prática "horrenda", formulada especificamente para aumentar o sofrimento da vítima.
De acordo com a Anistia Internacional, o Irã é o único país do mundo onde a morte por apedrejamento é prevista em lei e ainda praticada.
As vítimas são enterradas até o peito ou o pescoço, e têm pedras atiradas sobre elas.
As leis iranianas estipulam que as pedras não podem ser nem pequenas demais, nem excessivamente grandes para que a vítima não seja morta imediatamente.
Nos últimos cinco anos, juízes em Teerã vem tentando proibir a prática, mas um homem condenado por adultério foi executado dessa forma em uma província remota no ano passado.
De acordo com a Anistia Internacional, mais cinco mulheres e dois homens enfrentam a mesma punição.
Nenhuma resposta oficial sobre o pedido da Anistia Internacional foi divulgada, mas defensores da punição alegam que ela está prevista no Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, e só é imposta em casos extremamente raros.