15 de janeiro, 2008 - 15h52 GMT (13h52 Brasília)
O Citigroup, uma das maiores empresas do setor bancário do mundo, anunciou nesta terça-feira que registrou um prejuízo líquido de US$ 9,83 bilhões no último trimestre de 2007.
Em uma mensagem divulgada no site da companhia, o presidente do Citigroup, Vikram Pandit, disse que as perdas foram provocadas principalmente por débitos hipotecários nos Estados Unidos.
Pandit disse que, no período, o Citigroup teve que amortizar um prejuízo de US$ 18,1 bilhões com o não-pagamento de dívidas imobiliárias e mais US$ 5,4 bilhões com o incremento nos custos de concessão de crédito.
O prejuízo bruto vinculado a débitos de hipotecas foi o maior anunciado até agora por qualquer companhia afetada pela crise no mercado imobiliário americano, principalmente por causa dos chamados empréstimo de risco ou sub-prime.
O faturamento da empresa no quarto trimestre de 2007 foi de US$ 7,2 bilhões – o que representou uma queda de 70% em comparação com o mesmo período de 2006.
Pandit disse que o resultado do quarto trimestre de 2007 é “claramente inaceitável”. “Nós começamos a tomar medidas que vão garantir que o Citi esteja numa boa posição para competir (…) e, ao mesmo tempo, mantenha um controle rigoroso sobre os riscos nos nossos negócios.”
Sub-prime
O atual presidente do Citigroup, o maior grupo bancário dos Estados Unidos, assumiu o cargo no mês passado.
Ele substituiu Charles Prince, que havia renunciado em novembro depois que os primeiros efeitos da crise imobiliária que afeta os Estados Unidos começaram a afetar as contas da empresa.
A crise afeta o mercado do chamado sub-prime – o crédito imobiliário concedido a pessoas consideradas com alto risco de inadimplência – e vem causando baixas nas bolsas de valores de todo o mundo.
Há alguns anos, os Estados Unidos viveram uma euforia no mercado imobiliário, o que levou a uma expansão do mercado e a uma maior oferta de crédito a compradoress, que agora não estão conseguindo honrar seus compromissos.
O presidente do Citigroup também anunciou que a empresa vai ganhar uma injeção de recursos de US$ 6,88 bilhões de uma agência de investimentos de Cingapura, o que deve amenizar os efeitos da crise.
Em novembro, uma agência do governo dos Emirados Árabes Unidos já havia investido US$ 7,5 bilhões no grupo.