10 de janeiro, 2008 - 01h37 GMT (23h37 Brasília)
Humphrey Hawksley
De Bagdá
Cerca de 151 mil iraquianos morreram vítimas de violência nos três anos que se seguiram à invasão liderada pelos Estados Unidos ao Iraque, em 2003, de acordo com estimativa realizada pelo governo iraquiano e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A pesquisa, baseada em entrevistas em quase 10 mil residências em todo o Iraque, indicou que a guerra se tornou a principal causa de óbitos entre homens de 15 a 59 anos de idade.
Mais da metade das mortes violentas foram na capital, Bagdá. A estimativa abrange o período entre março de 2003 e junho de 2006.
A OMS admite que sua pesquisa tem uma grande margem de erro mas diz que um quadro completo só seria possível com um amplo sistema de registro de óbitos, o que não exite no Iraque desde 2003.
O grupo de defesa dos direitos humanos, Iraq Body Count (Contagem de Corpos no Iraque), que baseia suas estimativas em dados da imprensa, estima que entre 80 mil e 88 mil pessoas tiveram morte violenta no país desde a invasão.
O dado apresentado pela OMS busca um número intermediário entre 104 mil e 223 mil mortes.
Nos últimos meses, houve uma diminuição da violência em até 60%, atribuída ao sucesso da operação americana de aumento de tropas especialmente em Bagdá, mas o Iraque continua sendo um lugar perigoso.