11 de janeiro, 2008 - 12h33 GMT (10h33 Brasília)
A Royal Academy of Arts, em Londres, obteve confirmação oficial de que o governo russo vai liberar quadros para participar de exposição que homenageia artistas russos e franceses.
O governo russo quer garantir que as obras não ficarão presas no país como aconteceu após uma exibição numa galeria na Suíça em 2005.
Outra preocupação da Rússia é com as obras da coleção de Sergei Shchukin, um dos mais importantes colecionadores pré-revolucionários da Rússia.
Após a revolução, sua coleção foi nacionalizada. Entre 1993 e 2004, o neto de Shchukin, um cidadão francês, apresentou reivindicações em Paris, Roma e Los Angeles por vários trabalhos que pertenceram a seu avô. As tentativas fracassaram.
O governo britânico precisou assegurar às autoridades russas que os trabalhos serão protegidos e devolvidos ao país após a exposição.
Exibição
O evento está previsto para acontecer na Royal Academy of Arts, no período de 26 de janeiro a 18 de abril.
A mostra apresentará mais de cem pinturas francesas e russas de 1870 a 1925, que estão em museus das cidades de Moscou e São Petersburgo.
Para o museu, a exposição é uma oportunidade única de “explorar as trocas fascinantes que ocorreram entra a França e a Rússia durante um período crucial que presenciou uma era de sublevação e revolução”.
A exibição vai apresentar trabalhos de pintores realistas e modernistas, além de arquivos de dois importantes colecionadores russos.
A obra mais aguardada é A dança, de Henri Matisse. O quadro foi financiado pelo colecionador russo Sergei Shchukin.