29 de dezembro, 2007 - 00h16 GMT (22h16 Brasília)
O político sul-africano Jacob Zuma, que foi eleito neste mês para a presidência do partido governista Congresso Nacional Africano (CNA), foi acusado formalmente de corrupção nesta sexta-feira.
A Procuradoria-Geral notificou o líder a comparecer à Alta Corte do país em agosto de 2008.
A unidade anticorrupção da Procuradoria, conhecida como "Os Escorpiões" na África do Sul, investiga acusações contra Zuma desde 2005.
Na época, o então vice-presidente foi acusado de aceitar subornos de negociações de armamentos.
'Conspiração'
Zuma chegou a ser demitido do cargo pelo presidente da África do Sul, Thabo Mbeki. No entanto, ele foi absolvido das acusações na Justiça.
Neste mês, Zuma derrotou Mbeki nas eleições para liderança do CNA e ganhou força para concorrer à presidência da África do Sul em 2009.
O CNA, de Nelson Mandela, é o maior partido da África do Sul e governa o país desde o fim do apartheid, em 1994.
Desde que Zuma foi absolvido, a unidade anticorrupção continuou a investigação na tentativa de apresentar novas acusações formais.
O advogado de Zuma, Michael Hulley, diz que o novo indiciamento inclui as mesmas acusações de antes, mas acrescenta denúncias de crime organizado, lavagem de dinheiro e fraude.
Hulley disse à BBC que já está preparando a defesa do caso.
Zuma sempre disse que as acusações de corrupção são falsas e fazem parte de uma conspiração de seus adversários políticos.
O novo líder do CNA ainda não comentou as acusações. Na semana passada, ele havia dito à BBC que não deixaria a presidência
do partido até ser condenado pela Justiça.