27 de dezembro, 2007 - 12h26 GMT (10h26 Brasília)
A imigração deve contribuir com 3,6 bilhões de libras esterlinas (cerca de R$ 13 bilhões) para a economia britânica em 2008, aponta uma pesquisa publicada por uma consultoria britânica nesta quinta-feira.
O estudo, realizado pelos consultores do Centro de Pesquisa em Economia e Negócios (CEBR, na sigla em inglês), prevê que o país receba no ano que vem 500 mil imigrantes, a maioria (275 mil) trabalhadores.
Segundo os pesquisadores, a mão-de-obra adicional trazida pelos imigrantes vai contribuir para um crescimento da economia do país mesmo com a redução do crescimento global, agravada pela crise no mercado de crédito.
"Em um cenário sem o fluxo de imigração, o PIB do Reino Unido seria de 1,5% em 2008. Este número cresce para 1,8% com a contribuição dos imigrantes", diz a pesquisa.
Os dados fazem parte da edição mais recente do estudo trimestral United Kingdom Prospects, que faz uma previsão sobre a econômica do país.
Nos próximos três anos, a mão-de-obra dos imigrantes vai contribuir com cerca de nove bilhões de libras esterlinas (mais de R$ 32 bilhões) para a economia britânica, estima a pesquisa.
União Européia
A entrada de dez novos países no bloco europeu em 2004 e a inclusão da Bulgária e da Romênia em 2007 aumentaram de forma significativa o fluxo de imigração do Reino Unido, afirma a pesquisa. A principal fonte de imigrantes para a Grã-Bretanha hoje é o leste europeu.
O estudo aponta que grande parte dos trabalhadores vindos de outros países serão profissionais pouco qualificados.
Para os pesquisadores, "os novos países representam uma grande reserva de profissionais qualificados e sem qualificação para o mercado de trabalho nos próximos anos".
"A imigração vai adicionar 0,3 ponto percentual para o crescimento da economia do Reino Unido em 2008 e 0,2 ponto em 2009. Em 2010, o fluxo de imigrantes deve diminuir", diz Laurent Souron, um dos autores da pesquisa.
Segundo o estudo, os dados apontam para a importância das políticas de imigração para a economia do Reino Unido.