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25 de dezembro, 2007 - 18h45 GMT (16h45 Brasília)

Afeganistão expulsa diplomatas europeus

O governo afegão ordenou, nesta terça-feira, a saída do país de dois diplomatas europeus - um da União Européia, chefe da missão do bloco no país, e outro das Organizações das Nações Unidas (ONU).

Um porta-voz da ONU no Afeganistão, Aleem Siddique, disse que os diplomatas haviam retornado recentemente da província de Helmand, no sul do país, onde se encontraram com tribos e grupos não aliados ao governo, inclusive com membros do Talebã.

Segundo Homayun Hamidzada, porta voz do presidente afegão, Hamid Karzai, os diplomatas - um britânico e outro irlandês - foram considerados "persona non grata e seus colegas afegãos foram presos e serão investigados".

O governo afegão deu um prazo de 48 horas para os oficiais deixarem o país.

Segundo o porta-voz das Nações Unidas, o incidente foi um "mal entendido", mas a instituição vai cumprir com o prazo.

Diplomacia

O correspondente da BBC em Cabul Alastair Leithead afirmou que os dois diplomatas conversaram com vários grupos em todo o país. Um deles era o chefe interino da missão européia no Afeganistão.

Segundo o correspondente a missão dos dois era "ir a campo" e tentar descobrir o que realmente estava acontecendo com líderes tribais, representantes do governo e outros representantes fora do governo afegão.

Autoridades destacaram que estas conversas não devem ser interpretadas como apoio ao Talebã.

Leithead acrescenta que a situação está sendo descrita como "tempestade em copo d'água" e que o incidente "está indo muito mais longe do que o esperado".

Diplomatas estão tentando resolver a situação, segundo o correspondente.