17 de dezembro, 2007 - 01h23 GMT (23h23 Brasília)
Congressistas americanos disseram neste domingo que vão levar adiante sua própria investigação sobre a destruição de vídeos de interrogatórios da CIA, apesar de uma advertência do governo do presidente George W. Bush de que a agência de inteligência americana não vai cooperar.
"Nós temos uma comunidade que é incompetente. Eles são arrogantes. E eles são políticos. Eles acreditam que não devem explicações a ninguém", disse o deputado do Partido Republicano (o mesmo de Bush), Peter Hoekstra, membro da Comissão de Inteligência da Câmara de Representantes, à rede de TV americana Fox, numa crítica à CIA.
Hoekstra disse que decidiu fazer com que a CIA assuma a responsabilidade pela destruição dos vídeos.
A deputada democrata, Jane Harman, que integrava a Comissão de Inteligência da Câmara de Representantes, disse que em 2003 pediu à CIA para que não destruísse as fitas. Ela manifestou desconfiança em relação a um pedido do Departamento de Justiça para um adiamento da investigação.
"De todas maneiras, eles as destruíram e não nos disseram nada. Por isso estou preocupada. Isto me cheira a um acobertamento do acobertamento", afirmou Harman.
Acredita-se que os vídeos mostrem que suspeitos de extremismo tenham sido submetidos ao que se considera tortura.
Em comunicado enviado a todos os funcionários da agência em meados deste mês, o diretor da CIA, Michael Hayden, alegou que as fitas, gravadas em 2002, teriam sido destruídas em 2005 para proteger a identidade de seus agentes.