16 de dezembro, 2007 - 12h12 GMT (10h12 Brasília)
O governo britânico deve anunciar nesta semana a redução de seis para três meses no período em que turistas de fora da União Européia podem ficar no país.
Atualmente, ao entrar na Grã-Bretanha, turistas recebem um visto com validade para seis meses.
Além disso, o governo deve anunciar que estrangeiros que vivem no país e querem obter para seus familiares de fora da União Européia um visto temporário - as chamadas "visitas patrocinadas" - deverão pagar um depósito de cerca de mil libras esterlinas (R$ 3,6 mil). Se o visitante não voltar ao país de origem quando o visto terminar, o depósito será retido pelo governo.
As propostas estariam contidas em um documento a ser revelado pelo chefe do Departamento de Imigração, Liam Byrne, com o objetivo de combater a imigração ilegal.
O repórter de política da BBC Gary O'Donoghue afirma que a idéia de exigir um depósito não é nova, mas, segundo ele, os ministros estariam convencidos de que essa pode ser a solução.
O Departamento de Imigração já havia anunciado outras medidas descritas como a "maior mudança da história no sistema."
Entre as propostas está a de tornar mais rigoroso o processo através do qual pessoas com visto para viver na Grã-Bretanha podem trazer seus esposos.
Retorno voluntário
As novas medidas deverão ser anunciadas em meio a uma polêmica em torno do pagamento, pelo governo, para pessoas que não conseguiram asilo no país como forma de incentivá-las a voltar para casa.
Neste domingo, o jornal The Sunday Telegraph diz que o governo gastou o equivalente a cerca de R$ 130 milhões para que imigrantes voltassem para seus países de origem e pudessem montar seus próprios negócios.
Desde 1999, mais de 23 mil imigrantes receberam cerca de R$ 14 mil cada através do programa de retorno voluntário.
O representante do partido conservador, de oposição, disse que o governo está apelando para pagar para que imigrantes ilegais deixem o país com dinheiro público.
Mas o Ministério do Interior diz que o programa - parcialmente financiado pela União Européia - é mais barato do que a deportação, que custa cerca de R$ 40 mil por pessoa.