14 de dezembro, 2007 - 15h41 GMT (13h41 Brasília)
Detalhes de cartas escritas pela princesa Diana para seu namorado Dodi al-Fayed foram revelados nesta sexta-feira no inquérito que investiga as circunstâncias da morte da princesa em 31 de agosto de 1997.
As cartas foram apresentadas durante o interrogatório de Rosa Monckton, uma das amigas íntimas de Diana.
Em uma carta do dia 6 de agosto de 1997, Diana agradece a Al-Fayed pelos seis dias passados pelo casal no iate dele.
"Esta (carta) vai com todo o amor deste mundo e, como sempre, um milhão de agradecimentos por trazer tanta alegria para a vida desta garota em particular", escreveu Diana.
No dia 13 de agosto de 1997, a princesa enviou outra carta e descreveu um presente enviado a Dodi Al-Fayed: um par de abotoaduras, que pertenciam ao pai de Diana.
"Querido Dodi, estas abotoaduras foram o último presente que recebi do homem que mais amei neste mundo, meu pai."
"Entrego elas a você, pois sei quanta alegria daria a ele saber que as abotoaduras estão em mãos tão seguras e especiais. Com amor, Diana."
Depoimento
Em seu depoimento na quinta-feira, Rosa Monckton afirmou que passou dez dias com Diana, em férias na Grécia, semanas antes do acidente.
A amiga da princesa afirmou que Diana não estava grávida e acrescentou que tem certeza que a princesa não estava prestes a ficar noiva de Dodi Al-Fayed.
Mas, na manhã desta sexta-feira, Monckton foi interrogada por Michael Mansfield, advogado do dono da Harrod's, Mohamed Al-Fayed, pai de Dodi.
Mansfield sugeriu que as cartas apresentadas mostraram que a princesa tratava o relacionamento com Al-Fayed como "uma questão séria".
"(As cartas) não sugerem que era apenas algo mais do que um caso", disse.
Monckton respondeu que Diana tinha o hábito de "falar e escrever de forma extravagante". Mas concordou que as cartas não foram escritas apenas para deixar alguém feliz. "Claramente, era mais do que isso", disse.
O novo inquérito sobre as mortes da princesa Diana e de seu namorado, Dodi Al-Fayed, foi reaberto há quase três meses.
O pai de Dodi, Mohamed al-Fayed, afirmou que havia um plano para matar Diana porque ela estava grávida e prestes a ficar noiva de Dodi.
O inquérito ainda deve levar mais três meses para ser concluído.