11 de dezembro, 2007 - 00h27 GMT (22h27 Brasília)
Marcia Carmo
De Buenos Aires
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira acreditar que o Congresso Nacional aprovará a prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011.
“Acho que o Congresso vai aprovar, porque o Congresso tem consciência da importância (da CPMF)”, disse Lula em Buernos Aires, pouco antes de embarcar de volta para o Brasil.
O presidente evitou, no entanto, comentar detalhes como a data da votação do tributo ou e se o governo já conta com os votos que faltavam para este apoio legislativo.
Lula passou cerca de 24 horas em Buenos Aires, onde acompanhou a posse da presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner.
Depois de falar rapidamente sobre o chamado "imposto do cheque", Lula mudou de assunto: “Mas eu estou feliz hoje não é por conta disso. É porque na concorrência da hidrelétrica do Madeira, tivemos um deságio de 35%. Ou seja, que é uma coisa extraordinária”, afirmou.
“Havia muita gente pessimista dizendo que não ia acontecer, não ia acontecer e não só apareceram cinco empresas, como o megawatt que estava previsto para ser R$ 116 foi de R$ 78,90 - que é um ganho. Em fevereiro vamos ter outro leilão e, se Deus quiser, não pararemos mais de ter leilões.”
As declarações do presidente foram feitas pouco antes da informação de que a votação da CPMF teria sido adiada desta terça-feira para quarta ou quinta-feira, como informou, em Brasília, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).
Na rápida entrevista em Buenos Aires, Lula falou ainda da expectativa para que a Colômbia encontre uma solução para libertar os reféns do grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
“Essas coisas são problemas da Colômbia e a Colômbia está tratando disso. Agora a Igreja Católica vai ajudar e acho que vai dar tudo certo”, disse.
A agenda do presidente Lula nesta segunda-feira, em Buenos Aires, incluiu café da manhã com o presidente colombiano Álvaro Uribe, encontro com o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, e o primeiro-ministro da França, François Fillon.