06 de dezembro, 2007 - 12h09 GMT (10h09 Brasília)
Um homem de 20 anos condenado por estupro foi enforcado no Irã apesar de ter cometido seus supostos crimes quando tinha 13 anos de idade.
A corte penal da cidade de Kermanshah sentenciou Makwan Mouloudzadeh à morte em maio deste ano por ter estuprado três meninos quando tinha 13 anos de idade.
Segundo a ONG de defesa de direitos humanos Human Rights Watch, as vítimas de Moulouzadeh teriam desmentido os estupros e o acusado teria sido coagido pela polícia a confessar o crime.
Ele foi enforcado na quarta-feira em uma prisão em Kermananshah.
Execução de infratores menores
A ONG afirma que o Irã viola leis internacionais que proíbem a execução de infratores menores de idade, mesmo depois de eles terem alcançado a maioridade.
Em comunicado divulgado em seu website, a Human Rights Watch informou que no início de novembro, o aiatolá Mahmoud Hashemi Shahrudi, chefe do sistema de Justiça do país, declarou que a pena seria contrária à Sharia (lei islâmica) e ordenou a reabertura do caso.
Mas, há poucos dias, a ONG recebeu a notícia de que as autoridades iriam cumprir a condenação.
“No dia 3 de dezembro, o advogado de Mouloudzadeh nos informou que a corte de Kermanshah iria seguir com a condenação antes mesmo do fim da revisão do caso”, informou a Human Rights Watch.
Com a execução de Mouloudzadeh, sobe para três o número de infratores menores executados este ano no Irã.
No país islâmico, crimes como assassinato, estupro, adultério, tráfico de drogas e homossexualismo entre homens são geralmente punidos com a pena capital.