05 de dezembro, 2007 - 14h22 GMT (12h22 Brasília)
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed El-Baradei, disse nesta quarta-feira em Brasília que o relatório de inteligência dos Estados Unidos afirmando que o Irã interrompeu o programa para desenvolver armas nucleares em 2003 dá à AIEA um “suspiro de alívio”, porque é consistente com o que a agência vinha dizendo há vários anos sobre o país.
Segundo Baradei, o relatório americano, divulgado nesta semana, cria uma “janela de oportunidade” para resolver a crise de forma diplomática.
Embora o Irã há muito afirmasse que seu programa era pacífico, o governo americano vinha dizendo que o país tinha intenção de produzir armas nucleares.
A afirmação do relatório americano de que o Irã poderia desenvolver armas nucleares até 2015 se voltar a investir no programa também não deve ser vista com alarme, na avaliação de Baradei.
Isso porque, segundo o diretor-geral da AEIA, existe tempo suficiente para que, até lá, o país seja mais transparente sobre o seu programa.
Agora, o Irã precisa “limpar sua imagem” e mostrar que quer cooperar, disse.
Agenda
Mohamed El-Baradei fica no Brasil até sexta-feira.
Nesta quarta-feira, ele se encontrou com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e se encontra ainda com o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende.
Na quinta-feira, Baradei visita a fábrica de combustível nuclear das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Resende.
No dia a seguinte visitará a Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares, no Rio de Janeiro.