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04 de dezembro, 2007 - 19h58 GMT (17h58 Brasília)

Marcia Bizzoto
De Bruxelas

Integração cultural é 'enriquecedora' para 72% dos europeus

Uma pesquisa realizada pela Comissão Européia (o órgão executivo da União Européia) indica que 72% dos cidadãos europeus consideram que a relação com pessoas de diferentes origens e culturas enriquece sua vida e seu país.

O estudo foi divulgado nesta terça-feira durante o lançamento, em Bruxelas, do Ano Europeu do Diálogo Intercultural – uma iniciativa que destinará, no ano que vem, 10 milhões de euros para projetos que promovam o intercâmbio cultural entre os 27 países-membros da União Européia.

Com a iniciativa, a Comissão Européia pretende combater a discriminação das minorias em um momento em que várias instituições de direitos humanos denunciam um aumento da xenofobia e da popularidade de partidos de extrema-direita na União Européia.

O escritor brasileiro Paulo Coelho será um dos embaixadores do programa.

Diversidade

A pesquisa, que ouviu mais de 27 mil europeus maiores de 15 anos nos 27 estados-membros, indica que 55% dos entrevistados defendem a diversidade étnica, mas com o “forte desejo” de manter suas próprias raízes culturais.

Essa tendência foi mais forte entre os novos membros do bloco, como Polônia (75%) e República Checa (74%).

“Em geral, pessoas jovens, com nível de educação mais alto e que vivem em cidades grandes, tendem a considerar a diversidade como um benefício à vida cultural do país”, avaliou a pesquisa.

O estudo mostra ainda que a maioria dos cidadãos que defende a idéia da diversidade étnica vive em países onde o contato com estrangeiros é mais freqüente: Luxemburgo, Irlanda, Grã-Bretanha e Áustria.

Nesses países, mais de 75% dos entrevistados afirmaram ter tido contato com alguém de outra etnia, cultura ou religião na semana em que a pesquisa foi realizada.

Os cidadãos de Malta, Chipre, Bulgária e Romênia foram os que mais consideraram que o intercâmbio cultural não é importante para suas vidas ou seus países.