03 de dezembro, 2007 - 08h14 GMT (06h14 Brasília)
Com mais de 80% dos votos apurados, os resultados oficiais preliminares indicam que o partido do presidente Vladimir Putin, o Rússia Unida, venceu as eleições parlamentares russas com 63% dos votos.
O Partido Comunista, de oposição, conseguiu garantir os votos necessários para ingressar na Duma, a câmara baixa do Parlamento russo. Outras duas siglas - o Rússia Justa e o Partido Liberal Democrata - aliadas de Putin, também asseguraram a entrada na Duma, que exige um mínimo de 7% dos votos.
Segundo a comissão eleitoral, o comparecimento às urnas foi alto, com participação de mais de 60% dos russos.
Resultado contestado
O Partido Comunista afirmou que vaio contestar o resultado das eleições e decide, em reunião nesta segunda-feira, se vai boicotar o novo parlamento.
"Não confiamos nos resultados anunciados pela comissão eleitoral e vamos conduzir uma contagem paralela", afirmou o líder do Partido Comunista, Gennady Zyuganov.
Zyuganov já havia comentado que as eleições deste domingo foram as menos democráticas realizadas no país desde o fim da União Soviética.
Em Washington, um porta-voz da Casa Branca disse que as autoridades russas deveriam investigar as alegações de fraude.
O órgão independente de monitoramento Golos disse que recebeu queixas de fraudes em todas as partes do país.
Já o diretor da comissão eleitoral da Rússia, Vladimir Churov, disse que não houve irregularidades na votação.
O líder do Rússia Unida, Boris Gryzlov, admitiu que houve algumas irregularidades, mas disse que elas não devem influenciar o resultado.
O futuro de Putin
O presidente russo havia afirmado que um resultado positivo nas eleições iria garantir poder político depois que o mandato presidencial chegasse ao fim, no próximo ano.
Putin deve deixar a Presidência em março, mas ele tem indicado que pretende manter uma presença forte na vida política russa. O presidente já havia comentado, no início deste ano, que poderia tentar se candidatar a primeiro ministro depois do fim do mandato.