29 de novembro, 2007 - 11h10 GMT (09h10 Brasília)
A liga que representa os donos de teatro e produtores da Broadway entrou em acordo na noite de quarta-feira com o sindicato representante dos contra-regras e assistentes de palco encerrando a greve que fechou a maior parte das peças durante 19 dias.
O acordo foi fechado depois de dois dias de negociações.
A greve paralisou 27 espetáculos, deixando apenas oito abertos, onde existiam contratos diferentes com o sindicato.
Segundo o jornal The New York Times, o gabinete da prefeitura de Nova York relatou que a greve custou US$ 2 milhões por dia, incluindo os prejuízos com restaurantes e compras, o que significa quase US$ 40 milhões em renda perdida durante toda a greve.
Esta foi a segunda greve na Broadway em cinco anos e a mais longa desde que músicos pararam por 25 dias em 1975. Outra greve de músicos em 2003 durou apenas quatro dias.
'Bom contrato'
O anúncio do acordo foi feito por volta das 22h30 (horário local).
"O contrato firmado é um bom acordo que serve à nossa indústria. O mais importante é que as luzes da Broadway vão brilhar novamente", disse Charlotte St. Martin, chefe da Liga dos Teatros e Produtores americanos.
"Vocês representaram a si mesmos, às suas famílias e ao sindicato com orgulho. A Broadway está ansiosa para voltar ao trabalho, dando ao público a alegria da Broadway, o melhor entretenimento do mundo", disse James Claffey, presidente do sindicato dos contra-regras e assistentes de palco Local 1.
Produtores e o sindicato negociavam sobre regras de trabalho no contrato dos assistentes e contra-regras. A liga dos produtores queria mudar regras que determinavam quantos assistentes deveriam trabalhar por dia em um espetáculo, períodos mínimos nos quais os assistentes deveriam ser chamados ao trabalho e os tipos de tarefas que estes assistentes poderiam realizar.
A greve gerou grandes prejuízos para os principais espetáculos da Broadway como O Fantasma da Ópera e Mamma Mia pois os teatros permaneceram fechados durante o feriado do Dia de Ação de Graças, um dos mais lucrativos nos Estados Unidos.