27 de novembro, 2007 - 16h16 GMT (14h16 Brasília)
O primeiro-ministro francês, François Fillon, disse nesta terça-feira que os manifestantes que dispararam contra a polícia durante a segunda noite de violência na periferia de Paris eram "criminosos".
Fillon disse que nada justificava os ataques na noite de segunda-feira no subúrbio de Villiers-le-Bel, ao norte de Paris, que deixaram mais de 80 policiais feridos.
"Eu gostaria de fazer um tributo à polícia, que teve uma noite extremamente difícil", disse Fillon. "Eu gostaria de dizer que aqueles que atiraram contra a polícia são criminosos e que eles serão tratados como tais."
Jovens jogaram pedras e bombas contra a polícia em resposta às mortes de dois adolescentes no domingo. Eles morreram depois que a moto que ocupavam se chocou com uma viatura de polícia.
A polícia afirma que a moto atingiu o lado do carro da patrulha, mas os jovens afirmam que os dois adolescentes foram atingidos de propósito. Eles não estavam usando capacetes.
A polícia negou os boatos de que os policiais abandonaram os corpos depois de perceber que os jovens estavam mortos.
Um inquérito sobre o caso foi aberto. Na China, onde está em visita oficial, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu calma a todos.
O presidente também convocou uma reunião ministerial para a quarta-feira e anunciou que vai receber a família dos jovens mortos no acidente.
Outras periferias
Os choques são os mais graves registrados na França desde 2005, quando uma grande onda de violência começou nos subúrbios de Paris e se alastrou pelo país. Ela foi desencadeada por um motivo semelhante - a morte de dois adolescentes em um incidente envolvendo a polícia.
Os confrontos atuais também dão sinais de que começam a se espalhar para outras regiões na periferia da capital. A polícia informou que o grau de violência desses protestos é ainda maior do que em 2005, porque agora os manifestantes estão usando armas de fogo.
Atos de vandalismo foram registrados em cinco cidades da região de Villiers-le-Bel e também em Essone, onde um ônibus e um caminhão foram queimados.
Em razão dos distúrbios da véspera, a segurança havia sido reforçada em Villiers-le-Bel, onde ocorreu o acidente de moto.