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22 de novembro, 2007 - 09h50 GMT (07h50 Brasília)

Brasil 'abre portas' para Venezuela no Mercosul, diz jornal

Jornais argentinos destacam nesta quinta-feira que o Brasil começou a "abrir as portas" para a Venezuela no Mercosul.

O Página/12 afirmou que o governo brasileiro "conseguiu tirar do pântano das comissões" o projeto de adesão da Venezuela ao bloco regional, que na quarta-feira foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Congresso.

"O governo abre lentamente as portas do Mercosul para a Venezuela", diz o texto.

A reportagem afirma que o projeto "tomou impulso" para passar ao plenário da Câmara e do Senado. "A votação não apenas mostrou o poder de fogo do governo, como deu ao projeto caráter de urgência", diz o diário.

O Clarín analisa que há duas razões por que o Palácio do Planalto gostaria de ter a Venezuela no Mercosul. A primeira é aumentar uma aproximação com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, a fim de exercer melhor controle sobre ele.

A outra razão seria econômica. O diário observa que "a Venezuela é a maior fonte energética regional e uma ligação física com o Caribe".

"Se (a Venezuela) ficar fora (do bloco), o Mercosul, liderado por Brasil e Argentina, ficaria confinado ao Cone Sul e perderia força nas negociações internacionais", escreve o jornal.

Para o Clarín, a aprovação da adesão venezuelana ao Mercosul é dada como certa na Câmara, mas pode encontrar dificuldades no Senado, onde o governo não tem maioria.

O La Nación faz um histórico da querela envolvendo o presidente Chávez e o Congresso Nacional, em junho. A crise, que se arrastou por semanas, começou depois que o Senado criticou a decisão de Chávez de não renovar a licença de um canal de TV opositor venezuelano.

Em resposta, o presidente venezuelano chamou o Legislativo brasileiro de "papagaio" dos Estados Unidos, e disse que poderia retirar o pedido de entrada no Mercosul se a adesão não fosse aprovada neste ano.

A luz verde do Congresso brasileiro à entrada da Venezuela no Mercosul se juntaria à concordância dada pelos Legislativos do Uruguai e da Argentina. O Parlamento paraguaio ainda não votou o tema.