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22 de novembro, 2007 - 10h13 GMT (08h13 Brasília)

Londres tem aluguel comercial mais caro do mundo

Londres é a cidade que registra os aluguéis de escritórios mais caros do mundo, segundo uma pesquisa global realizada pela corretora imobiliária americana CB Richard Ellis.

De acordo com a sondagem, que pesquisou o aumento de aluguéis de salas comerciais de 171 cidades de setembro de 2006 a 2007, a região central de Londres, conhecida como West End, área com grande concentração de bares, lojas e restaurantes, é atualmente o lugar mais caro do mundo para aluguéis deste tipo.

Um escritório no West End custa, em média, por ano, US$ 328,91 (R$ 585) por pé quadrado (cerca de 0,1 metro quadrado).

Em segundo lugar vem Mumbai, na Índia, onde o mesmo espaço custa US$ 189,51 (cerca de R$ 337), um aumento de mais de 50% em 12 meses.

Londres figura novamente na terceira posição, com a City, centro financeiro da capital londrina, onde 0,1 metro quadrado de uma sala comercial vale em média US$ 180,80 (R$ 321). Em quarto lugar está Moscou (US$ 102,37).

Entre as cidades analisadas estão Rio de Janeiro e São Paulo. O Rio ficou em 33º na lista, com preço anual de US$ 65,35 (R$ 116) por 0,1 metro quadrado, e São Paulo em 40º (US$ 59,25 ou R$ 104,8).

O valor dos aluguéis no Rio de Janeiro foram calculados com base em dados levantados no bairro de Botafogo, na zona sul da cidade.

Em São Paulo, a corretora levou em consideração os preços dos imóveis nos Jardins.

Pressão

A pesquisa mostrou que das 171 cidades analisadas, 85% verificaram aumento nos aluguéis, que teria sido impulsionado principalmente pelo crescimento das economias asiáticas.

A Cidade de Cingapura registrou o maior aumento no período: 82,6%.

Da lista das 50 cidades mais caras para aluguéis comerciais, um terço é da América do Norte. Nova York, em 12º no ranking, foi considerada a mais cara do região.

O relatório enfatiza que a crise no setor imobiliário nos Estados Unidos pode ter afetado o setor residencial, mas que ainda é cedo para dizer qual será o impacto nos aluguéis de salas comerciais.

“A construção de prédios mais baixos e menor oferta de salas aumentou a pressão sobre os preços dos aluguéis”, diz o relatório.