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20 de novembro, 2007 - 04h29 GMT (02h29 Brasília)

Chávez e Ahmadinejad dizem que 'império americano' está em declínio

Os presidentes do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e da Venezuela, Hugo Chávez, disseram nesta segunda-feira, em Teerã, que o enfraquecimento do dólar é um sinal de que o "império americano" está em declínio.

Logo depois de estimar em US$ 4,6 bilhões os investimentos entre Caracas e Teerã, Chávez disse que "dentro de pouco tempo não se falará mais em dólar, porque está caindo, e com ele cairá, graças a Deus, o imperialismo dos Estados Unidos".

O presidente venezuelano fez uma breve visita ao Irã depois de participar da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), na Arábia Saudita.

Chávez voltou a afirmar que um ataque ao Irã - que ele chamou de "país irmão" - levaria a um aumento no preço do petróleo.

No sábado, Chávez já havia afirmado que "se os Estados Unidos cometerem a loucura de atacar o Irã ou agredir a Venezuela, o preço do barril de petróleo poderia atingir US$ 150 ou mesmo US$ 200".

Em Teerã, o presidente venezuelano voltou a expressar seu apoio ao "programa nuclear pacífico iraniano" e disse que os acordos firmados nesta segunda-feira se somam aos outros 186 já assinados.

Ahmadinejad afirmou que ambos os governos compartilham a determinação de avançar no caminho da cooperação, "apesar de isso não ser bem recebido pela arrogância global".

Segundo o correspondente da BBC Matías Zibell, no Cairo, a aliança cada vez mais forte entre Chávez e Ahmadinejad é vista com crescente preocupação pelos Estados Unidos, especialmente desde que o presidente venezuelano anunciou sua intenção de seguir os passos do Irã e desenvolver um programa nuclear.

Os Estados Unidos e outros países temem que o Irã desenvolva armas nucleares, mas o governo iraniano sempre insistiu que seu interesse é usar a tecnologia do enriquecimento de urânio para fins pacíficos.

O Irã está atualmente sob sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) por continuar a enriquecer urânio, apesar da exigência do Conselho de Segurança da entidade para que parasse. O governo americano impôs medidas punitivas ainda mais severas por conta própria.

Depois de deixar Teerã, Chávez foi para a França, onde se reúne com o presidente Nicolas Sarkozy nesta terça-feira.