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16 de novembro, 2007 - 18h47 GMT (16h47 Brasília)

Órgão decide não enviar monitores às eleições russas

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), um órgão internacional que fiscaliza eleições, anunciou nesta sexta-feira que não vai mais enviar observadores ao pleito parlamentar na Rússia, marcado para o dia 2 de dezembro.

Em uma carta enviada à Comissão Eleitoral russa, a OSCE lamenta os "atrasos e restrições" impostos pelas autoridades do país, que impediriam a organização de "cumprir sua função".

Segundo o órgão, a Rússia negou visto várias vezes aos monitores que iriam viajar ao país.

O porta-voz do Ministério do Exterior russo, Mikhail Kamynin, disse que o órgão de monitoramento "tem o direito de tomar qualquer decisão", mas que a Rússia não vai mudar sua postura.

Pesquisa

No mês passado, a OSCE – formada por 56 países da Europa, da Ásia Central e das Américas - já havia acusado o governo russo de impor restrições inéditas ao envio de observadores, limitando o número de monitores a 70.

Leia mais: Rússia quer limitar monitores eleitorais, diz OSCE

Para as últimas eleições parlamentares russas, há cerca de quatro anos, a OSCE havia enviado 465 observadores.

Uma pesquisa publicada nesta sexta-feira por um instituto russo, o Centro Levada, indica que o Partido Rússia Unida, que apóia o presidente Vladimir Putin, deve vencer com facilidade as eleições parlamentares.

O levantamento indicou que apenas o Rússia Unida e o Partido Comunista, o principal de oposição, devem alcançar a porcentagem mínima de votos estabelecida pela lei eleitoral russa para serem representados no Parlamento.

"A vantagem do Rússia Unida é tão grande que este pleito lembra as eleições dos tempos da União Soviética – quando não havia alternativa e, para os eleitores, o resultado já estava predeterminado", disse o diretor do centro, Lev Gudkov.