13 de novembro, 2007 - 20h28 GMT (18h28 Brasília)
Claudia Jardim
De Caracas
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, propôs nesta terça-feira que o preço do barril de petróleo seja duplicado para a venda aos países ricos e reduzido para os países pobres.
"Seria maravilhoso vender o barril (de petróleo) a U$ 200 aos países ricos e aos pobres a U$ 5", disse Chávez durante uma coletiva no Palácio Miraflores, sede do governo venezuelano, em Caracas. "Isso seria uma maneira de distribuir a riqueza mundial."
Chávez afirmou que a Venezuela deverá propor na próxima reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) um mecanismo que proteja os países pobres dos efeitos da alta do petróleo.
Cuba e outros países caribenhos já recebem petróleo venezuelano a preços preferenciais.
Outra proposta do presidente venezuelano que deverá ser apresentada à Opep é a criação de um fundo para combater a pobreza a partir dos recursos provenientes do petróleo.
Estabilização "por anos"
Na coletiva, o presidente venezuelano também indicou que a Opep poderia estabilizar o preço do barril quando ele chegar a US$ 100 "durante alguns anos".
Chávez disse que ninguém deveria se surpreender quando o preço do barril alcançar os U$ 100 e voltou a acusar o modelo de desenvolvimento dos "países do norte" como um dos responsáveis pelo aumento dos preços.
"Se chega a US$ 100, é o preço justo", disse. "E significará o fortalecimento dos países produtores."
A Venezuela é o quinto maior exportador mundial de petróleo.
Com relação às recém-descobertas reservas de petróleo no litoral do Brasil, Chávez disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "andava feliz" durante a Cúpula Ibero-Americana no Chile, na semana passada.
"Eu disse a Lula que agora ele é o xeque da Amazônia", disse Chávez, entre risadas.