10 de novembro, 2007 - 17h08 GMT (15h08 Brasília)
Denize Bacoccina
Enviada especial a Santiago
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou neste sábado que vai a Cuba, provavelmente no dia 21 de dezembro. Ele conversou com a imprensa logo depois de uma reunião bilateral com o vice-presidente cubano, Carlos Lage, em Santiago, paralelamente à conferência iberoamericana de chefes de Estado e de governo.
"Eu tenho que ir a Cuba firmar alguns convênios que são do interesse do Brasil, do interesse de Cuba", afirmou, sem explicar quais são esses convênios.
O presidente disse que ainda não sabe se irá se encontrar com o presidente Fidel Castro, afastado do cargo por motivos de saúde.
"Não sei como estará o estado de saúde do presidente Fidel Castro. Evidentemente que se ele estiver bem de saúde eu vou conversar com ele", afirmou. Lula disse que o assunto não foi discutido com Carlos Lage.
O presidente informou que adiou a viagem que faria este mês ao Haiti e à República Dominicana, que já estava sendo preparada pelo Planalto.
Segundo Lula, a visita à República Dominicana foi adiada porque o país ainda se refaz dos prejuízos causados pelo furacão Noel. Ele disse que deixaria para visitar o Haiti quando a viagem for remarcada.
Visita à Bolívia
O presidente também se reuniu neste sábado de manhã com o colega boliviano, Evo Morales, para falar sobre os assuntos que serão discutidos na visita oficial a La Paz, no dia 12 de dezembro.
O presidente brasileiro disse que vai firmar vários acordos com o governo boliviano, e que interessa ao Brasil manter um clima de paz e harmonia com a Bolívia, com quem compartilha uma extensa fronteira.
"Nós queremos ajudar a industrializar a Bolívia, nós queremos que a Petrobras volte a fazer investimento (na Bolívia), porque precisamos nos preocupar não só com o gás que o Brasil precisa, mas o gás que a Argentina precisa, o gás que a Bolívia precisa, o gás que o Chile precisa. É essa a colaboração que o Brasil tem que dar", afirmou o presidente.
Questionado se a partir das descobertas das novas reservas de petróleo e gás em território brasileiro o governo negociaria em outras bases, Lula disse que não.
"Agora estou sendo chamado de xeique do petróleo. Não muda a nossa política. À medida que a gente tiver mais gás e à medida que a Bolívia tiver mais gás para vender, interessa ao Brasil que a matriz energética brasileira tenha muitas alternativas", afirmou.
Ele lembrou que o petróleo e o gás descobertos agora só serão extraídos dentro de cinco a seis anos.
"Não será na minha presidência. Vamos começar a trabalhar agora para que comece a aparecer o mais rápido possível", disse.