10 de novembro, 2007 - 23h33 GMT (21h33 Brasília)
Uma facção sunita matou 18 militantes da Al Qaeda no Iraque e capturou outros 16, em um ataque próximo à cidade de Samarra, na província de Salah al-Din, ao norte de Bagdá, informou neste sábado a polícia iraquiana.
O Exército Islâmico do Iraque, que admitiu a operação, é um dos grupos que no passado engrossavam a insurgência contra as forças estrangeiras de ocupação, e que agora se voltam contra a rede encabeçada por Osama Bin Laden.
Líderes tribais que discordam da versão austera de islamismo pregada pela Al Qaeda passaram a combater ativamente a rede, alguns inclusive com treinamento e armas dos Estados Unidos.
A polícia não crê que forças americanas ou iraquianas estejam diretamente envolvidas nos combates deste sábado.
Analistas dizem que, embora seja contrário à Al Qaeda, o Exército Islâmico não apóia a ocupação do Iraque por forças estrangeiras sob o comando dos Estados Unidos.
Ataques
O correspondente da BBC na capital iraquiana Jim Muir disse que o incidente reflete a tensão dentro da comunidade sunita que vive nas províncias ao norte de Bagdá.
"É o tipo de coisa que jamais aconteceria há um ano", ele afirmou.
Críticos da Al Qaeda também têm sido alvo de ataques no norte do Iraque. Na sexta-feira, um homem explodiu seu cinto-bomba na casa de um opositor da rede, o xeque Faez al-Obeidi, matando Al-Obeidi e quatro parentes dele, e ferindo dez outras pessoas.
O ataque ocorreu na província de Diyala, a nordeste de Bagdá, onde em agosto outro opositor da Al Qaeda, o líder religioso sunita Yunis al-Tai, foi morto.
Ataques semelhantes foram registrados também na província de Anbar.