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02 de novembro, 2007 - 10h38 GMT (08h38 Brasília)

Ganhar Copa pode ser mais fácil que sediar, diz 'Economist'

A edição desta semana da revista britânica The Economist afirma que sediar uma Copa do Mundo em 2014 pode ser uma tarefa mais difícil para o Brasil do que sediar o evento.

"Para o Brasil, um país com uma oferta aparentemente infinita de jogadores com pés magnéticos, ganhar a Copa do Mundo é, com freqüência, razoavelmente simples. Sediar pode provar-se uma tarefa mais dura", afirma o artigo.

Segundo o texto, o fato de a Fifa ter escolhido esta semana o Brasil para sediar o evento dá ao país a oportunidade de alcançar os demais países emergentes, já que a Índia sediará os jogos da Commonwealth de 2010, a Rússia abrigará as Olimpíadas de Inverno de 2014 e a China será palco das Olimpíadas de 2008.

A revista afirma que o Brasil já tem uma vantagem, por possuir muitos estádios, ainda que vários em condições precárias. A China, por exemplo, está precisando construir complexos esportivos e metrôs novos.

Pessimismo 'infundado'

"Para o Brasil, o problema pode ser levar centenas de milhares de turistas estrangeiros de forma segura para os jogos em tempo para o começo. Os aeroportos são mal-administrados e as estradas, congestionadas. E a violência é um problema constante", diz o periódico.

"Qualquer projeto público no Brasil abre a oportunidade para políticas eleitoreiras caras em uma legislatura que consegue transformar em um grande drama até os gastos públicos mais rotineiros."

O artigo destaca que a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Zurique, durante o anúncio oficial da Fifa, foi composta por 12 governadores, que deverão "exigir uma parte dos gastos."

"Contratos para grandes projetos no Brasil têm sido um convite para receber pagamentos sigilosos no passado."

Apesar dos problemas, a revista destaca que o "pessimismo total é infundado".

"Este ano, os Jogos Pan-Americanos transcorreram de forma tranqüila – ainda que muito acima do orçamento – no Rio de Janeiro. Com a economia começando a acelerar, o país está em um humor confiante."