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17 de outubro, 2007 - 12h15 GMT (09h15 Brasília)

Mãe de Madeleine diz ser 'perseguida por não ter ar maternal'

Kate McCann - mãe da menina Madeleine, desaparecida em Portugal em maio deste ano - disse estar sendo perseguida pela mídia por 'não ter uma aparência maternal'.

"Se eu pesasse dez quilos a mais, tivesse mais peito e um ar mais maternal, as pessoas teriam mais compaixão", ela disse à sua mãe, Susan Healy.

As declarações - publicadas pelo jornal local Liverpool Echo - foram feitas depois que uma série de acusações não confirmadas foram estampadas nas páginas de jornais britânicos e portugueses.

Nesta terça-feira, vieram a público alegações de que traços de secreções de "um corpo em decomposição" teriam sido encontrados no porta-malas do carro que o casal McCann usou em Portugal.

'Sob pressão'

Segundo a mãe de Kate McCann, os pais de Madeleine estão sob enorme pressão devido ao "lixo imoral" que tem sido divulgado sobre o caso.

"Ela se sente perseguida, não pela população em geral, que tem oferecido muito apoio, mas por alguns setores da mídia", afirmou a avó de Madeleine.

"Kate é uma pessoa sensível, carinhosa e uma das mais maternais que já conheci. (...) A vida dela gira em torno dos filhos, mas agora ela chegou a um ponto que ela se sente perseguida, na cabeça dela, se os gêmeos, Sean e Amelie, choram em público."

Susan Healy também desmentiu boatos de que Gerry McCann não seria o pai biológico de Madeleine e de que o casal teria sedado os filhos para ir jantar fora na noite em que a menina de 4 anos desapareceu.

Suspeitos

Os avós de Madeleine dizem estar animados com a mudança no comando da investigação portuguesa e a promessa de uma revisão de todo o material do inquérito.

O policial Paulo Rebelo assumiu o lugar de Gonçalo Amaral, que foi retirado do cargo após criticar a polícia britânica.

"Não temos idéia de quando Kate e Gerry podem deixar de ter o status de suspeitos, mas esperamos que seja em breve. Até lá, eles não tem o direito de se defender em público, o que é terrível", disse Susan Healy ao jornal de Liverpool.

"Eles precisam ser inocentados assim que possível e, então, algumas pessoas terão de pedir desculpas a eles. Mas se isso vai acontecer no mundo real, eu não sei."