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17 de outubro, 2007 - 13h15 GMT (10h15 Brasília)

Bruno Garcez
De Washington

FMI revê para baixo crescimento mundial em 2008

O Fundo Monetário Internacional reviu para baixo as suas expectativas de crescimento da economia mundial para 2008, de acordo com novos números divulgados nesta quarta-feira no relatório semestral Panorama Econômico Mundial.

A projeção do Fundo para o ano que vem foi reduzida de 5,2% para 4,8% - uma variação negativa de 0,4 ponto percentual. Para 2007, a mesma expectativa de 5,2% foi mantida. Em 2006, a economia mundial cresceu 5,4%.

Um dos maiores ajustes nas projeções de crescimento do Fundo refere-se aos Estados Unidos, que, de acordo com o relatório desta quarta-feira, deverá crescer a uma taxa de 1,9% tanto neste ano como em 2008.

A cifra para 2007 ficou apenas 0,1% percentual abaixo da estimativa feita pelo FMI em julho deste ano. Mas no mesmo período, o Fundo havia previsto que a economia americana cresceria um total de 2,8% em 2008.

Incerteza e dificuldade

Segundo o Fundo, ''a economia mundial entrou em um período de incerteza e de potencial dificuldade''.

O documento do FMI afirma que a crise econômica de agosto e de setembro corre o risco de ''descarrilar o que tem sido uma excelente meia década de crescimento econômico''.

Segundo o relatório, os problemas no setor imobiliário americano são ''mais intensos do que se imaginava''.

''As dificuldades atuais no mercado de hipotecas deverão ampliar a queda no segmento de investimentos residenciais, enquanto que o declínio na queda de preços de moradias deverá estimular proprietários a poupar parte de seus salários e, dessa forma, provocar um aumento na redução do consumo.''

Boa notícia

A boa notícia, de acordo com o FMI, é que ''os mercados emergentes e os países em desenvolvimento enfrentaram a recente tempestade financeira e estão fornecendo a base para um forte crescimento em 2008''.

O FMI afirma que pela primeira vez a China e a Índia estão fazendo as maiores contribuições para o crescimento mundial.

O relatório diz que ''a forte demanda interna nas economias dos mercados emergentes deverá continuar sendo um fator determinante para o crescimento global''.

O documento afirma, no entanto, que entre os potenciais riscos para a economia mundial estão a pressão inflacionária, os voláteis mercados de petróleo, o impacto de fortes fluxos de capitais nos mercados emergentes e as contínuas desigualdades globais.