01 de outubro, 2007 - 00h29 GMT (21h29 Brasília)
Mais de nove milhões de eleitores compareceram às urnas neste domingo no Equador para escolher os integrantes da nova Assembléia Constituinte, que poderá alterar radicalmente a forma como o país é governado.
O presidente Rafael Correa quer que a Assembléia, que terá 130 integrantes, dissolva o Congresso e reduza os poderes dos partidos tradicionais.
Ao assumir o cargo em janeiro, Correa afirmou que a Constituinte devolverá o poder ao povo, depois de anos de governos corruptos e incompetentes.
Mas grupos de oposição dizem que a iniciativa só vai concentrar mais poder nas mãos do presidente, e que Correa deseja transformar o país em um Estado socialista.
Em discurso transmitido no início da votação, Correa pediu um mandato forte. "Deixe de lado o ódio e o rancor e participe da construção de um novo país", afirmou.
Mas o correspondente da BBC na América do Sul, Daniel Schweimler, disse que com mais de 3,2 mil candidatos e um sistema de votação complexo, muitos eleitores ficaram indecisos ou confusos.
A Constituinte deverá ser empossada no final de outubro, na cidade de Montecristi, onde estão sendo construídas instalações para abrigar seus integrantes.
Montecristi é a terra natal do General Eloy Alfaro, figura central da revolução liberal que dominou a política do Equador entre 1885 e 1911. Alfaro promoveu transformações importantes na vida do país, como o desenvolvimento da infraestrutura e do sistema educacional, e definiu a separação entre Igreja e Estado.
Alfaro é tido como um herói nacional no Equador.