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27 de setembro, 2007 - 13h40 GMT (10h40 Brasília)

Marcelo Crescenti
De Frankfurt

Museu expõe 70 múmias de vários países; veja fotos e vídeo

Um museu alemão inaugura neste domingo o que os curadores garantem ser a maior exposição de múmias já realizada até hoje.

A mostra, intitulada "Múmias – o sonho da vida eterna", no museu Reiss-Engelhorn, em Mannheim, exibe 70 múmias de várias partes do mundo e revela que, ao contrário do que se pensava, os povos pré-colombianos da América sabiam embalsamar corpos.

A sensação da exposição é a múmia de 700 anos de uma menina que estava nos arquivos do museu, onde permaneceu por mais de cem anos até ser descoberta.

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A criança embalsamada tinha entre quatro e seis anos e pertencia ao extinto povo pré-colombiano Chancay. Seu corpo foi achado nas cercanias de Lima, capital do Peru.

"Pela primeira vez podemos provar que os povos nativos da América Latina dominavam a arte do embalsamento, como os egípcios", disse Wilfried Rosendahl, responsável pela mostra.

O museu expõe também outras múmias pré-colombianas embalsamadas "naturalmente" pelas condições do solo em que foram enterradas.

A parte mais macabra da exposição é dedicada a múmias do século 19 encontradas na cripta de uma igreja dominicana na Hungria.

Um bebê de um ano de idade e um homem vestindo um uniforme estão entre as múmias.

O museu Reiss-Engelhorn mostra também vários animais mumificados e explica as técnicas de embalsamento.

A mostra inclui um tanque com hidrogênio líquido destinado a conservar corpos – o embalsamento dos tempos atuais.

Exposição pode ser vistas em Mannheim até março de 2008.