26 de setembro, 2007 - 21h34 GMT (18h34 Brasília)
Denize Bacoccina
De Brasília
O Ibovepa é o único índice das bolsas dos Estados Unidos e da América Latina que já se recuperou da queda dos últimos meses, de acordo com um levantamento realizado pela consultoria Economatica.
Na terça-feira, o Ibovespa chegou ao nível recorde de 58.875 pontos. Já na segunda-feira, a bolsa de São Paulo havia recuperado as perdas das semanas anteriores, causadas como consequência da crise imobiliária nos Estados Unidos.
Nesta quarta-feira, a bolsa voltou a subir e atingiu um novo recorde: 59.676,4 pontos.
O índice que mais se aproximou do Ibovespa foi o Dow Jones, da Bolsa de Valores de Nova York, que na terça-feira chegou a 13.779 pontos, 98,4% do valor mais elevado, de 19 de julho deste ano.
Das dez bolsas analisadas, a que está mais distante do pico é a bolsa eletrônica Nasdaq. O índice de terça-feira representa apenas 53,2% do que foi registrado no pico, em janeiro de 2000.
Ponto máximo
Seis das bolsas analisadas atingiram o ponto máximo em julho deste ano, um pouco antes da crise imobiliária nos Estados Unidos.
A queda começou no dia 20 de julho, a partir das informações de que havia um risco de aumento forte na inadimplência nas hipotecas de risco no mercado americano.
Com exceção do IGBVL, do Peru, que operava na terça-feira com 89,6% do valor de julho, os outros índices – Dow Jones, S&P 500, IPyC (México), Merval (Argentina) e IPSA (Chile) – já operavam com mais de 90% do valor do pico.
O economista Alexandre Lintz, economista do banco BNP-Paribas no Brasil, diz que a bolsa brasileira está subindo porque recebe um grande fluxo de recursos em função da melhora dos fundamentos da economia brasileira e da perspectiva de valorização ainda maior do real em relação ao dólar.
Ao mesmo tempo, diz Lintz, houve uma queda nos investimentos nos Estados Unidos, o que faz sobrar mais recursos para outros mercados.