22 de setembro, 2007 - 04h37 GMT (01h37 Brasília)
O presidente de Cuba, Fidel Castro, apareceu nesta sexta-feira em uma entrevista transmitida pela TV cubana, a primeira em mais de três meses.
A entrevista, ao jornalista cubano Randy Alonso, foi previamente gravada nesta sexta-feira e veiculada algumas horas depois.
Aos 81 anos, Fidel apareceu magro, mas saudável, vestindo um abrigo esportivo.
Falando lentamente e com longas pausas, ele discorreu sobre diversos assuntos internacionais atuais
"Ontem, o euro estava em US$ 1,41. O petróleo, acho que US$ 84 o barril", disse Fidel, em uma sugestão de que estava atualizado sobre as notícias e que a entrevista era recente.
Ele fez críticas aos Estados Unidos e mostrou uma cópia do livro de Alan Greenspan, ex-presidente do Fed (o Banco Central americano), que foi publicado nesta semana.
Fidel também falou brevemente sobre sua saúde. "Bem, eu ainda estou aqui. E se eles dizem que eu estou morrendo, ou morri, ou vou morrer depois de amanhã, bem, ninguém sabe quando vai morrer", disse.
Rumores
As últimas imagens oficiais do líder cubano haviam sido divulgadas em 5 de junho.
A falta de imagens de Fidel aumentou os rumores de que ele poderia estar morto, especialmente entre os exilados cubanos em Miami.
Fidel passou o governo temporariamente a seu irmão, Raúl, em 31 de julho de 2006, para se submeter a uma cirurgia.
Desde então, Fidel não foi mais visto em público, mas já apareceu em imagens de TV, transmissões de rádio ou fotografias.
O governo cubano afirma que Fidel está se recuperando bem e deve retornar ao poder.
Segundo o correspondente da BBC em Havana, as declarações de Fidel na entrevista desta sexta-feira são consideradas menos importantes do que o fato de o líder cubano ter feito uma nova aparição na TV.
Também nesta sexta-feira, antes da divulgação da entrevista, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, havia dito que Fidel tinha sido submetido a várias transfusões de sangue, mas que poderia "viver mais cem anos".
"Eles trocaram quase todo o seu sangue. Fidel está vivo porque é Fidel", disse Chávez.