22 de setembro, 2007 - 17h00 GMT (14h00 Brasília)
Promotores federais dos Estados Unidos estariam investigando se funcionários da controversa empresa de segurança Blackwater contrabandearam armas para o Iraque, de acordo com informações da imprensa americana.
De acordo com as alegações, alguns empregados da Blackwater teriam enviado ilegalmente armas e equipamentos militares para o Iraque. O material teria acabado nas mãos de um grupo curdo considerado "terrorista" pelo governo americano.
No entanto, a empresa, com sede no Estado da Carolina do Norte, disse desconhecer tal investigação.
Ao longo da semana, a Blackwater também foi acusada de ter provocado um tiroteio no qual 11 civis morreram no último domingo.
Depois do episódio, a empresa perdeu a licença para atuar no Iraque, mas acabou voltando a funcionar em caráter limitado na sexta-feira.
O jornal The News and Observer da Carolina do Norte citou duas fontes que teriam confirmado a abertura do inquérito sobre o suposto contrabando de armas da Blackwater.
Investigação
Além de armas, a empresa teria importado ilegalmente para o Iraque equipamentos de visão noturna, coletes à prova de balas e outros.
O diário acrescenta ainda que em janeiro dois ex-funcionários da empresa admitiram culpa em um julgamento também relacionado a armas em Greenville, na Carolina do Norte, e agora estariam colaborando com as autoridades.
As alegações de tráfico de armas vieram à tona nesta semana por meio de um comunicado do inspetor-geral do departamento de Estado americano, Howard Krongard.
Em julho, a Turquia apresentou uma queixa contra os Estados Unidos afirmando ter apreendido armas americanas do Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK), considerado um grupo terrorista pelo governo de Washington.
Os investigadores estariam tentando descobrir se as armas da Blackwater poderiam ter sido vendidas no mercado negro e acabado nas mãos do PKK.